Sexta-feira, Agosto 18, 2006

 

Ostras. Com degustação e espumante

Você sabia que, mesmo depois de sair do mar, a ostra continua viva durante cinco dias fora d’água? E isso é importante saber, pois ostra de come viva. E sabia, ainda, que a produção de ostras no Brasil concentra-se nas fazendas marinhas de Florianópolis, Santa Catarina, estado responsável por mais de 90% da produção?
Estas e outras informações você vai poder conhecer na Palestra Gourmet sobre ostras, que eu vou apresentar na próxima terça, 22, na Casa de Cultura da Estácio. Ali você vai aprender, também, como escolher, como abrir e como comer a ostra.
Depois da palestra, degustação de ostras, é claro, acompanhada do espumante Oveja Negra Brut, da Miolo.

Serviço
Palestra Gourmet / Ostras
Dia 22, das 20 às 21h30
Casa de Cultura da Estácio: Av. Érico Veríssimo 359 – Barra da Tijuca
Inscrições: 2494-1023 e http://casadecultura.estacio.br
Preço: R$ 60,00 por pessoa

Sábado, Julho 22, 2006

 

Strogonoff vegetariano

Daniela Sirigni não é vegetariana. Mas o marido Coaracy, Coará para os íntimos, é. Daí ela desenvolveu uma receita de strogonoff vegetariano, que segue:

Ingredientes
1 lata de creme de leite Nestle (lata mesmo, não vale o da caixinha)
1/2 lata de milho verde Bonduelle (também vale cozinhar espiga de milho fresca e debulhar, na panela de pressão cozinha rapidinho e fica uma delícia!)
250g de palmito picado
1 tomate picado sem semente
1 cebola picada
1/2 pimentão verde picado
1 colher de sopa de ketchup
1 colher de chá de mostarda

Como fazer

Dourar a cebola no azeite, acrescentar o tomate, o pimentão e o milho. Deixar soltar o caldinho.
Acrescentar o creme de leite, o ketchup e a mostarda. Acrescentar sal a gosto.
Quando começar a ferver acrescentar o palmito e apagar o fogo.

Servir acompanhado de arroz de brócolis e batatinha palha.
Para dar o toque final ao prato, depois do strogonoff servido no prato, salpicar alecrim.


 

Caipirinha com pimenta

Que pimenta dá um gostinho especial à comida, todo mundo sabe. Mas o que acontece quando essa picante especiaria se torna ingrediente de drinques? Quem quiser provar para descobrir deve ir ao restaurante Minas Grill, inaugurado há apenas quatro meses, em Icaraí. Lá, duas caipivodcas com pimenta estão se tornado a sensação do cardápio de bebidas.
“Quem está acostumado a tomar drinque com gengibre não estranha”, garante o barman João Carlos, criador das caipivodcas com pimenta.
Uma é feita com vodca, laranja, maracujá e morango. A outra leva vodca, suco de abacaxi e hortelã. Em ambas, pimenta dedo-de-moça.
Segundo João Carlos, o resultado é uma bebida leve e delicada, com “aquele” toque diferente ao fundo. Para evitar qualquer problema, ele optou por não decorar os copos com a famosa especiaria.
E o que se come quando a bebida leva pimenta? João Carlos recomenda petiscos não picantes. Ou uma feijoada – combinação perfeita, na opinião do barman.
E quem quiser arriscar a fazer sua caipivodca com pimenta em casa, João Carlos faz apenas um alerta: nunca usar caju. Essa, segundo ele, seria a pior combinação possível.

Sônia Apolinário
Serviço
Minas Grill – Rua Miguel de Frias, 160 – Icaraí, Niterói. Telefone: 27223615. Funciona domingo e segunda-feira, das 11h30 às 16h; e de terça-feira a sábado a partir das 11h30 até o último cliente.

Segunda-feira, Julho 10, 2006

 

O strogonoff do Dona Irene

Quando publiquei o texto sobre o strogonoff prometi dar a receita de um dos mais famosos do país, o do Dona Irene, que fica em Teresópolis, região serrana do Estado do Rio, a cerca de 100 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro.

Se você for ao Dona Irene (e eu dou a maior força), prepare-se para um banquete que pode durar até três horas. Um banquete inspirado nos tempos dos czares russos. Várias entradas frias (arenque e marinado de repolho roxo, por exemplo), outras várias entradas quentes (como a borcht – sopa de beterraba, ou o piroski – pastel de carne) e um prato quente, que pode ser o famoso frango a Kiev, o pojarski (espécie de almôndega de frango) ou, por que não?, o não menos famoso bife strogonoff. Como sobremesas, doces fantásticos, tortas e compotas. E para abrir o apetite, ou para acompanhar a refeição, você decide, uma deliciosa vodca artesanal feita na casa. Sim, prepare-se para o deleite, pois você está no melhor restaurante de culinária russa do Brasil.

Dona Irene já faleceu e hoje quem está à frente da cozinha é D. Maria Emília, que também faz parte da história do restaurante e aprendeu tudo com a russa. A história começou há 40 anos, quando a russa Irina e o marido vieram para o Brasil, fugindo do regime stalinista. Foram parar em Teresópolis, numa casa modesta. Ao lado, José Hisbello Campos e sua mulher Maria Emilia tinham uma casa de veraneio. O engenheiro Hisbello era da Marinha Mercante e estava estudando russo, pois deveria fazer algumas viagens à Rússia.

Conversa vai, conversa vem, descobriu-se que D. Irina era uma cozinheira de mão cheia e sabia tudo de culinária russa. Então, combinou com D. Irina que traria uns amigos do Rio para experimentar os pratos sensacionais. Pronto, foi o bastante para Hisbello incentivar e, principalmente, ajudar, D. Irina a abrir um restaurante. Logo, o D. Irene passou a existir e se tornar referência nacional em culinária russa.

A fama foi crescendo, o restaurante instalou-se em alguns lugares e hoje está numa majestosa casa do bairro de Bom Retiro. Durante anos, Hisbello e Maria Emília foram sócios, formais ou informais, de Irina, Maria Emília tornou-se a grande amiga de Irina e aprendeu tudo com ela. Com a morte da amiga, seis anos atrás, tornou-se a sua sucessora natural.

Como fazer o strogonoff do Dona Irene

Antes de tudo, o filé mignon, cortado em tiras, é marinado no conhaque (tem que ser o francês Remy Martin) durante quatro horas, na geladeira. Então, vamos ao fogão. Numa frigideira funda, refoga-se cebola picadinha com pouco óleo. Acrescenta-se um buquê de ervas, para perfumar. Em seguida, acrescenta-se a carne, dá uma refogada e flamba com conhaque (Remy Martin, não esqueça). Em seguida, vá mexendo a frigideira. Agora é a vez dos champignons (previamente cozidos no vapor e curtidos no vinho branco). Acrescenta-se o creme de leite azedo. Em seguida, salpicar salsinha ou cebolinhas picadinhas. D. Maria Emilia informa que compra a carne fresca, congela por 24 horas, descongela e aí sim, está pronta para usar.

Endereço
Rua Tenente Luiz Meirelles 1800 – Bom Retiro. Tel: (21) 2742-2901 / 3793. E-mail: rest.d.irene@terra.com.br . Funciona de quarta a sábado, das 12 as 24hs, e domingo de 12 às 18hs. É bom fazer reserva.
Como chegar
No centro de Teresópolis, pegar a Rua Tenente Luiz Meirelles, na direção do Bom Retiro.

Quinta-feira, Junho 29, 2006

 

A pedidos, o feijão de tropeiro da Beth Beltrão

No início deste ano o programa Almanaque, da Globo News, exibiu um programa feito comigo por conta do lançamento do livro "Roteiros do Sabor Brasileiro". O programa teve dois blocos: uma entrevista e a preparação de um feijão de tropeiro - inspirado na receita da chef Beth Beltrão, do restaurante Viradas do Largo, de Tiradentes (MG) - feito na cozinha da Escola Superior de Gastronomia da Universidade Estácio de Sá (RJ).
Bem, de lá para cá, vira e mexe alguém me pede a receita do tal feijão. O último pedido, por intermédio de um simpático e-mail, foi feito pelo jornalista George Vidor, que, além de apreciador dos bons pratos, sabe tudo de economia e nos brinda com suas informações precisas nas páginas do Globo e nos noticiários da Globo News.
Então, vamos lá. E é bom saber que, embora todo mundo diga feijão tropeiro, o certo é feijão de tropeiro.

O feijão de tropeiro da Beth
Numa frigideira com gordura de porco (pode-se usar óleo vegetal, é claro), refoga-se o alho e a cebola picados. Beth prefere a cebola roxa, (“tem menos água”). A cebola não pode fritar muito. Em seguida acrescenta-se cheiro verde picadinho. Depois, feijão cozido (no caso, feijão carioca, embora eu prefira fazer com feijão vermelho) escorrido, bacon frito (às vezes, em vez de bacon, eu uso lingüiça) e ovo mexido. Por fim a farinha, que pode ser a de mandioca (crua) ou a de milho (torrada). E vai, sempre, misturando tudo.
Simples, não?

Viradas do Largo
Falando nisso, quem for a Tiradentes não pode deixar de ir ao "restaurante da Beth", como também é conhecido o Viradas do Largo. Beth é uma autêntica mineira falando, com aquele delicioso sotaque, uai, e fala com emoção quando o assunto é comida. “Minha comida é sincera, honesta, mineira mesmo”, diz orgulhosa. Ali se come o frango ensopado com ora-pro-nobis, verdura nativa da região, que Beth planta no quintal do restaurante. A sua lingüiça é especial, feita por ela mesmo, e a carne serenada (espécie de carne-de-sol) vem de Montes Claros. Os pratos são muitos, à base de frango caipira ou não, carne de porco, mas Beth indica dois muito especiais:o mexidão, que leva arroz, feijão couve, filé bovino, milho, bacon e passas, e é claro, o feijão de tropeiro.

Segunda-feira, Junho 26, 2006

 

Verdejante, um vegetariano atraente

A jornalista Sonia Apolinário, moradora de Niterói (RJ), sempre antenada, mandou a seguinte dica:
"Geralmente, só vegetarianos gostam de restaurantes vegetarianos. Mas existe um que atrai qualquer pessoa que goste de comer bem em um ambiente bonito e tranqüilo. Minha dica é o restaurante Verdejante, um vegetariano que fica em uma casa linda com jardim e amplo quintal, no Engenho do Mato, na Região Oceânica de Niterói.
O restaurante é obra do casal argentino Maria Pia Mosto e Oscar Palácios, há 39 anos no Brasil. Ela é a chef de cozinha. Ele, artista plástico cujas obras ficam em exposição na casa, que dispõe de uma ampla biblioteca à disposição de todos. No cardápio, pratos como crespelle de cogumelos, suflê de gorgonzola, seitan à milanesa. Sobremesa? Mil folhas com creme de amêndoas, suflê de limão siciliano, tortas caseiras de frutas.
Para chegar ao Verdejante, é preciso encarar uma estradinha de terra. Mas nada que desanime. Uma vez no restaurante, esqueça o relógio. O local também é para ser saboreado. Isso vale para casais românticos ou famílias com crianças, que podem brincar de piquenique no gramado.
Ficou com água na boca? O Verdejante fica na Estrada da Barrinha, lote 1, quadra 56, Engenho do Mato Fone: 9972-0684. Abre somente sábados e domingos, das 13 às 16 horas. Bufê com preço fixo."

Quinta-feira, Junho 22, 2006

 

Por aí...

Estava eu em Madri, hospedado em um hotel, e perguntei ao recepcionista onde poderia comer uma perna de cordeiro, de preferência a melhor de Madri. Ele me indicou um restaurante chamado El Senador, que, por sinal, era bem perto do hotel, dava até para ir a pé. Pedi, então, a tal perna de cordeiro. Dos deuses, deliciosa, desmanchava na boca de tão tenra. Depois do jantar perguntei ao maitre se ele não se importaria de me dar a receita. Afinal, o que se colocava na perna de cordeiro? “Sal”, ele me respondeu. Sim, e o que mais? “Sal”, insistiu. E mais nada. E foi saindo. Mas depois de alguns passos, voltou e, com a cara mais marota do mundo, completou: “ah, e um buen cordero”. Não sei se ali se come a melhor perna de cordeiro de Madri, mas não tenho dúvidas de que é uma das melhores. É a mesma “mágica” de uma boa picanha na brasa, em que o único ingrediente necessário é o sal grosso, ou um pargo ao sal grosso, suave.

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